CHALAÇA a peça

“Os processos que ocorrem no Brasil se dão à margem da história, e se história significa ‘tornar consciente’, os processos em curso no Brasil se dão à margem da consciência inclusive, ainda, do próprio brasileiro.” - Vilém Flusser
2.6.07

A gente ri... À toa?!

Diz o cancioneiro popular: estou rindo à toa, não é que a vida esteja assim tão boa...! Não consigo... Não dá. PORRA, tanta coisa aconteceu nesses últimos dias, semanas, meses... E nada. O Blogui estático. Q mierda! O TEMPO ruge... O Leão urge... E se ninguém sabe o que é URGE, complemente com GENTE é tudo fica mais claro! Ou Escuro. Ou GRIS!

A gente fomos para o nosso terceiro festival... O Segundo a gente não foi mas foi selecionado! Lá nas terras fluminenses: RESENDE. Conhece? Têm pontes que atravessam o rio ou um rio que cruza as pontes, como preferir. E o teatro? Uai, era um cinema. VITÓRIA! Ela faz cinema, faz cinema... Ela é a tal! Mas o teatro-cinema-vitória, esse é inesquecível. 850 lugares... Nada fixos!!! Ah... Não é tirar sarro... E rir... À toa!

E nessa casa tem goteira, pinga ni mim... [estou gargalhando!]. Desnuda tudo, desce as pernas, a cortina do palco improvisado. MOSTRA TUDO. A estrutura alugada (parece SHOW DE ROCK), o palco de compensado, as varas... MOSTRA... MOSTRA... MOSTRA... Ah, eu ainda me divirto. Coloca a TV, o Gonzalito monta a luz (ficou duca), a estrela no meio, os prumos nos cantos... 3,4 OU MORRER PELO BRASIL. Chove lá fora e aqui... Também! Tem 850 pessoas na platéia e pinga no palco. O Padre do GONZA (q ele faz bem dramaticamente) entra: lata d´água na cabeça... Lá vem Leucádio. CONFISSÃO: é difícil pacas ser ator nesse Brasil de seu deus. Entrar naquele cinema-teatro todo sujo, cheio de goteiras, com um palco mal ajambrado, cadeiras em petição de miséria foi um susto e tanto. Cansa... Mas fazemos... Em prol do nosso trabalho, do nosso compromisso, das pessoas que organizam o festival e acreditam q tudo (ou alguma coisa) pode mudar... NUNCA EM PROL DO GOVERNO, que diz estar fazendo o q tem q ser feito... Imagine qdo deixar de fazer.

Enfim, o hotel era bom, decente, com café da manhã gostoso, o público era bonito e participativo (!), teve cachê, ajuda de custo... A premiação foi meramente simbólica! Ainda sou contra prêmios... Essa necessidade individual numa arte tão coletiva. Acho q se tivesse prêmios como: melhor música cantada desafinada. Melhor luz que não acende. Melhor ator que não fala. Melhor atriz na menopausa!!! Estou rindo...

Registro aqui tb o debate pós apresentação, q foi extremamente civilizado e tranquilo. Jurados respeitosos e dispostos a acrescentar e não simplesmente julgar o trabalho alheio. A nível de prêmio enquanto vencedores num plus a mais de indicados, ficou assim lá em Resende:

INDICADOS:
Melhor Diretor
Melhor Espetáculo
Melhor Trilha Sonora

GANHAMOS
Melhor texto e um prêmio especial: Melhor Pesquisa Atoral

Guardemos nossos indiozinhos!

Olha, depois de Resende, teve Cacilda Becker e depois Santos e depois Cacilda Becker de novo... Mas o sono me consome e já deixei de rir... Depois conto tudo.

CACETE, esqueci da Van. Que viagem desconfortável! HA-HA-HA!

Amanhã tem CHALAÇA a peça no CACILDA, a becker!